Depois da ressaca – +30 curta-metragens brasileiros da década (2010-2019)

No início do ano, postei aqui no site uma lista com 30 curta-metragens brasileiros possíveis para a década que passou. A lista era baseada não necessariamente naquilo que seriam os melhores filmes feitos – conceito logicamente subjetivo e pessoal. Acima de tudo, era uma lista de possibilidades. Escolhas pessoais, é claro – baseadas unica eContinuar lendo “Depois da ressaca – +30 curta-metragens brasileiros da década (2010-2019)”

Um filme nas sombras

I Da primeira vez que me deparei com Os Invasores de Corpos (Abel Ferrara, 1993), não coalhou. Sabe-se lá o motivo, o filme ficou perdido na minha memória e, até então, não havia retornado. Essa semana, entretanto, dei-lhe cabo – antes e acima de tudo, pelo profundo interesse que a obra de Abel Ferrara produz em mim.Continuar lendo “Um filme nas sombras”

O acaso ainda vai me proteger

A sina da autoescola pelo acidente automobilístico trava um confronto crasso com a crença do acaso. Durante aulas, acidentes e mais acidentes são mostrados em forma de exemplo, na ideia de que um condutor poderá sempre estar nas condições de evitá-lo. É uma norma geral aplicada a um conceito de máquina, uma representação na crençaContinuar lendo “O acaso ainda vai me proteger”

Um manifesto, nem isto – 30 curta-metragens brasileiros da década (2010-2019).

Bem, uma lista será sempre uma lista: pessoal e intransferível. Mutável, impermanente, destoante. Não sobrevive ao tempo, ao gosto, aos olhares. Nunca. Jamais. O que listo aqui, acima de tudo, são possibilidades. Possibilidades para um cinema brasileiro em curta-metragem. Possibilidades que vi (e falo só do que vi – na internet, em festivais, via links,Continuar lendo “Um manifesto, nem isto – 30 curta-metragens brasileiros da década (2010-2019).”

Notas do inferno

Quando Benjamin escreveu sobre a tarefa do tradutor, apontou que as obras possuíam em si uma capacidade de serem ou não traduzidas. Não culpemos os homens pelas coisas das quais não são capazes.   Digo isso pois A Frente Fria Que a Chuva Traz (Neville de Almeida, 2015) é um exemplar de filme intraduzível.  Pode-se tentar:Continuar lendo “Notas do inferno”